Terceiro Setor busca recursos em projetos estruturados e de longo prazo para enfrentar crise da covid-19

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Dicas para organizações incluem a personalização na busca por apoiadores financeiros e fundos filantrópicos

 

Apesar da forte onda de solidariedade por conta da crise provocada pela covid-19, o início deste ano indica queda na tendência de doações consistentes. Conforme levantamento do Monitor das Doações, criado pela Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), em 2020 foram arrecadados mais de R$ 6,5 bilhões como resposta à pandemia, sendo quase 555 mil os doadores, entre pessoas físicas e jurídicas.

Porém, de acordo com pesquisa DataFolha realizada no final de 2020, cerca de 41% das ONGs temem o enfraquecimento de sua receita, bem como a diminuição no número de voluntários.

Nesse contexto de dificuldades, o principal ativo à disposição das entidades sem fins lucrativos é a capacidade de estruturar programas continuados, que permitam a manutenção de projetos e a captação de recursos para suas necessidades básicas.

“É importante que as organizações mantenham um olhar amplo também para o mercado empresarial, pois há empresas que não foram extremamente afetadas pela pandemia e têm interesse em inovar nesse período de 'renascimento' pós-crise”, salienta a advogada e coordenadora do Departamento de Assuntos Culturais e Terceiro Setor da Andersen Ballão Advocacia, Marcella Souza.

No geral, as empresas são os entes mais cobrados pela sociedade quanto à responsabilidade social, ainda mais num momento de crise como o que vivemos. Porém, o período de pandemia despertou uma maior atuação também entre investidores e apoiadores pessoa física. “Essa tendência deve permanecer no longo prazo, e é importante que as entidades estejam atentas a isso no momento de captação”, salienta a advogada. A advogada e consultora da ABA cita ainda os fundos filantrópicos, que crescem no país na área de investimento social como oportunidade para entidades de apoio.

Para aproveitar essas oportunidades, é fundamental atrelar as principais necessidades da organização a projetos específicos, bem estruturados e planejados, que enfoquem o curto, o médio e o longo prazo. Outra dica é personalizar a apresentação dos projetos e da entidade de acordo com o perfil do potencial apoiador, de forma a destacar os benefícios específicos para a empresa em questão.

“Da mesma forma, entidades sociais que estejam se reestruturando para manterem-se ativas mesmo frente aos desafios devem contar com suporte consultivo profissional, tanto jurídico quanto administrativo, e ainda para a criação de projetos. Da mesma forma, as empresas que desejam apoiar programas consistentes podem receber esse suporte.”

Desde a criação de seu Departamento de Assuntos Culturais e Terceiro Setor, a ABA atende com maior especificidade as demandas de projetos sociais. “Os benefícios da filantropia são revertidos em ganhos para a imagem da marca apoiadora, pois estimulam o engajamento dos colaboradores e a conexão com a comunidade em que a empresa está inserida.”

 

Sobre a Andersen Ballão Advocacia – Fundado em 1979, o escritório atua na prestação de serviços jurídicos nas áreas do Direito Empresarial e Comercial Internacional. Também possui sólida experiência em outros segmentos incluindo o Direito Tributário, Trabalhista, Societário, Aduaneiro, Ambiental, Arbitragem, Contencioso, Marítimo e Portuário.  Atende empresas brasileiras e estrangeiras dos setores Agronegócios, Automotivo, Comércio Exterior, Energias, Florestal, Óleo e Gás, TI, e Terceiro Setor, dentre outros. Com a maioria dos especialistas jurídicos fluente nos idiomas alemão, espanhol, francês, inglês e italiano, o escritório se destaca por uma orientação completa voltada para a ampla proteção dos interesses jurídicos de seus clientes.